O contrato do governo do Estado com a Pró-Saúde, organização social contratada desde setembro de 2011 para administrar 17 das 19 hospitais públicos, permanece. Ontem, o secretário Estadual da Saúde (Sesau), Nicolau Esteves, estipulou o prazo de dez dias para que seja reformulado o contrato entre as partes, já que o comando do Hospital Geral de Palmas (HGP) voltou ontem ao controle da Sesau. Os demais 16 hospitais continuarão sob a gerência da organização social e deverão passar por avaliação do governo para saber se a gestão está a contento.
“O contrato será revisto, sendo que o nosso objetivo é melhorar a situação do HGP. Além disso, o paciente não estava sendo atendido como deveria ser feito”, apontou o secretário, durante entrevista à imprensa, acrescentando que “os locais que estavam sendo gerenciados dentro dos conformes pela contratada não sofrerão modificações”.
Os problemas relacionados ao atendimento de pacientes no HGP estavam sendo alvos constantes de denúncias na imprensa. Diversas ações chegaram a ser ajuizadas para que pacientes conseguissem atendimento na unidade. Pessoas estariam morrendo sem conseguir leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Direção
As mudanças no HGP começaram ainda ontem. O secretário da Saúde anunciou a médica Ana Cleide Justy de Freitas como nova diretora interina do hospital, enquanto a médica Renata Duran e o médico Atil José de Sousa como os responsáveis pela diretoria clínica do HGP.
Em referência ao papel da Pró-Saúde, no HGP, a secretária do Planejamento e Modernização da Gestão Pública (Seplam), Vanda Paiva, disse que a organização social irá manter o contrato de manutenção, limpeza e compra de medicamentos, além da realização de exames laboratoriais.
Questionado sobre valores, o secretário informou que, desde setembro do ano passado, quando a Pró-Saúde assumiu a responsabilidade de gerência, foram pagos R$ 96 milhões, sendo que mensalmente R$ 11 milhões eram pagos pelo tesouro do Estado e R$ 5 milhões pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao todo, estava previsto no contrato o valor R$ 258 milhões com a Pró-Saúde, sendo que o HGP recebia o recurso mensal de R$ 3,8 milhões, sendo já repassado o valor de R$ 22,8 milhões. Perguntado sobre a gestão compartilhada, o secretário foi bem otimista e disse que a Sesau veio para acrescentar com melhoras.
Histórico
O HGP, o maior do Estado, vinha sendo alvo de denúncias constantes, tanto de profissionais que lá trabalham, como do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública do Estado. Ontem, ele voltou ao comando do governo do Estado. Diversas ações chegaram a ser ajuizadas para que pacientes conseguissem atendimento na unidade. Pessoas estariam morrendo sem conseguir leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). (Jornal do Tocantins)




