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sexta-feira, julho 24, 2026
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ARAGUATINS: Justiça afasta policiais penais suspeitos de ligação com líderes de esquema de golpes digitais

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A Justiça determinou o afastamento cautelar de dois policiais penais lotados na Unidade Penal Regional de Araguatins, no Bico do Papagaio. A medida, concedida a pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO), suspende o exercício das funções públicas dos servidores enquanto são apuradas suspeitas de proximidade e possível colaboração com integrantes de um esquema de estelionatos eletrônicos e lavagem de dinheiro.

Os investigados estão proibidos de entrar em unidades prisionais, delegacias e prédios administrativos vinculados às secretarias estaduais da Cidadania e Justiça (Seciju) e da Segurança Pública (SSP). Também não poderão manter contato direto ou indireto com outros investigados ou testemunhas. A decisão ordenou ainda o bloqueio imediato das credenciais de acesso dos servidores aos sistemas e bancos de dados dos dois órgãos.

A apuração é um desdobramento da Operação Falsum Imperium, que investiga uma organização suspeita de praticar fraudes digitais e ocultar recursos de origem ilícita. Apontados como lideranças do grupo, Diego Freitas da Silva e Thalisson Igor dos Santos estão presos preventivamente na unidade de Araguatins. Conforme os elementos apresentados no processo, dados telemáticos e bancários teriam revelado relações próximas entre os detentos e os agentes afastados.

Um dos policiais penais teria movimentado R$ 2,6 milhões ao longo de cinco anos, valor apontado pela investigação como incompatível com os rendimentos do cargo. Também foram identificadas transferências realizadas pelo servidor para a conta de um dos presos. Segundo a apuração, o agente admitiu manter uma relação de amizade com o detento. Quanto ao segundo investigado, teriam sido encontrados repasses ao irmão de uma das lideranças e registros de contatos frequentes armazenados em um telefone celular apreendido.

Durante uma diligência na unidade prisional, os investigadores constataram que os dois presos apontados como líderes do esquema permaneciam fora das celas e receberiam tratamento diferente da rotina aplicada aos demais custodiados. A apuração busca esclarecer se servidores contribuíram para a concessão dessas supostas facilidades e se houve participação em outras atividades investigadas.

A Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário e a Seciju deverão cumprir o afastamento e instaurar os procedimentos disciplinares cabíveis. O descumprimento das restrições poderá resultar na decretação da prisão preventiva dos agentes. As medidas são cautelares e não representam condenação; os fatos ainda serão apurados, com garantia do contraditório e da ampla defesa. Não foi informada eventual manifestação dos policiais penais citados.

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