Moradores que precisarem de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Araguaína devem ficar atentos às mudanças no fluxo de assistência após o Hospital Regional de Araguaína (HRA) iniciar a implantação do protocolo “vaga zero”, passando a receber pacientes exclusivamente por meio da Central de Regulação do Estado. Diante da nova dinâmica, a Secretaria Municipal de Saúde orienta a população sobre quais casos devem ser encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e quais devem ser atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), buscando evitar deslocamentos desnecessários e agilizar o acesso aos serviços.
A UPA permanece responsável pelos atendimentos de urgência e emergência de média complexidade, como casos clínicos, entorses, contusões, luxações, fraturas fechadas de ossos curtos e, temporariamente, pequenas fraturas expostas nos dedos de moradores do município. Pacientes que necessitarem de cirurgias, internação ou atendimento de alta complexidade serão estabilizados e encaminhados à Central de Regulação. Já as UBSs continuam sendo a porta de entrada para consultas médicas, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas, pré-natal, renovação de receitas, curativos e atendimento de sintomas leves que não caracterizam urgência.
O Hospital Regional seguirá como referência para casos de maior gravidade, incluindo fraturas de ossos longos, pacientes politraumatizados, acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio (IAM), queimaduras e surtos psiquiátricos, conforme os protocolos definidos entre Município e Estado. Para reduzir filas no início da semana, quando a demanda costuma ser maior, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou a equipe médica da UBS localizada ao lado da UPA, direcionando para a unidade parte dos pacientes com quadros de menor gravidade.
Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde indicam que, na primeira semana após as mudanças, não houve aumento significativo na demanda da UPA. Entre os dias 1º e 9 de julho, a unidade realizou 2.364 atendimentos e 4.110 procedimentos assistenciais, mantendo um perfil de pacientes semelhante ao registrado anteriormente. As orientações reforçam a importância de procurar o serviço de saúde adequado para cada situação, contribuindo para um atendimento mais rápido, organizado e eficiente em toda a rede pública.






