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terça-feira, março 3, 2026
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Projeto leva alfabetização digital a mulheres quilombolas no interior do Tocantins

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Aos 90 anos, Dona Antônia protagonizou uma cena simbólica na Comunidade Quilombola Malhadinha, em Brejinho de Nazaré, ao segurar um tablet pela primeira vez durante uma oficina de comunicação digital realizada no sábado (28). A atividade marcou o início do projeto “Conexão Quilombola: mulheres que conectam saberes”, iniciativa que reuniu 21 moradoras com o objetivo de ampliar o acesso à tecnologia e fortalecer a autonomia feminina no ambiente digital. Para muitas participantes, o encontro representou não apenas aprendizado técnico, mas um novo capítulo de inclusão e reconhecimento.

A proposta vai além do uso básico do celular. As oficinas abordam segurança digital, prevenção a golpes, produção de fotos e vídeos, uso de plataformas de serviços públicos e noções de empreendedorismo online. Em um território onde mulheres lideram associações comunitárias e mantêm ativa a produção de polpas de frutas, a tecnologia passa a integrar a rotina produtiva e a ampliar a visibilidade dos negócios locais. A troca intergeracional foi um dos pontos centrais da atividade, unindo experiência e inovação em um mesmo espaço de escuta e aprendizado.

O orgulho de identidade também esteve presente. Ao longo do encontro, relatos de pertencimento e valorização cultural reforçaram que a inclusão digital não significa afastamento das raízes, mas sim uma nova forma de projetá-las. Mulheres que conciliam formação acadêmica, liderança comunitária e atuação econômica destacaram a importância de dominar ferramentas digitais para divulgar produtos, fortalecer redes e preservar a memória oral do quilombo.

Com a primeira edição realizada na Malhadinha, o projeto prevê expansão para outras comunidades do Tocantins. A meta é transformar o acesso à internet em instrumento de cidadania, geração de renda e proteção contra desinformação. Ao final da oficina, certificados foram entregues, mas o principal resultado foi intangível: a percepção de que a tecnologia, quando acessível e contextualizada, pode se tornar ferramenta concreta de autonomia e desenvolvimento social.

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