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sexta-feira, janeiro 23, 2026
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Operação Guiana Shield mobiliza quatro países contra o garimpo ilegal na Amazônia

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A operação internacional Guiana Shield consolidou uma ofensiva coordenada contra a mineração ilegal de ouro na região do Escudo das Guianas, envolvendo autoridades do Brasil, Guiana Francesa, Suriname e Guiana. A fase tática contou com a atuação integrada do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, com reforço da Polícia Rodoviária Federal, do Ibama e da Polícia Militar do Amapá. Segundo a Interpol, o balanço incluiu 24,5 mil inspeções pessoais e veiculares — majoritariamente fora do território brasileiro — além de abordagens a pessoas, veículos e embarcações no Brasil.

Realizada no último mês, a ação foi a primeira operação conjunta dos quatro países e teve como objetivo central interromper o garimpo ilegal e o fluxo de mercúrio e insumos associados à atividade. O trabalho em campo foi coordenado a partir do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, com monitoramento de magistrados, membros do Ministério Público e forças policiais, após um ano de planejamento e alinhamentos técnicos.

Entre os resultados, houve prisões de suspeitos ligados a uma organização criminosa de contrabando de ouro e lavagem de dinheiro, além do cumprimento de mandados no Brasil e apreensões de embarcação e materiais usados em atividades ilícitas. A operação também retirou de circulação mercúrio avaliado em mais de US$ 60 mil, frequentemente empregado para separar o ouro e reconhecido pelos graves impactos ambientais e à saúde humana; parte do material era transportada de forma dissimulada, inclusive em ônibus.

A Guiana Shield ainda apreendeu equipamentos de mineração, armas, meios de comunicação e produtos irregulares, enquanto as fiscalizações se concentraram em rios-fronteira estratégicos e pontos de suprimento do garimpo. As autoridades estimam que a extração ilegal na região alcance de 10 a 12 toneladas anuais, com perdas econômicas superiores a R$ 3 bilhões e danos ambientais expressivos, incluindo desmatamento e contaminação hídrica. A operação contou com apoio do programa europeu EL PACCTO 2.0, da Interpol e da força policial dos Países Baixos, reforçando o caráter transnacional do enfrentamento.

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