A Polícia Civil do Estado do Tocantins concluiu, nesta quarta-feira (21), um inquérito conduzido pela 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC), em Araguaína, que resultou no indiciamento de um servidor público contratado, identificado pelas iniciais H.G.P., de 50 anos. Ele responderá pelos crimes de corrupção passiva e ameaça, após investigação que apurou a cobrança indevida de valores e a intimidação de um cidadão idoso durante a suposta prestação de um serviço público.
De acordo com o delegado-chefe da unidade, Márcio Lopes da Silva, as apurações começaram após denúncia de um homem de 63 anos, que buscou documentos de um veículo em novembro de 2025. Conforme o inquérito, o servidor alegou falsamente a existência de débitos e exigiu o pagamento de R$ 317,69 via PIX para sua conta pessoal, apesar de a taxa oficial do serviço ser de apenas R$ 17,69. Após a vítima confirmar que não havia pendências e se recusar a pagar, passou a receber mensagens de áudio com tom intimidatório e ofensivo, além de ameaças veladas.
As investigações também identificaram o uso indevido do nome de uma pessoa falecida desde 2020 para simular a regularização do veículo no sistema, reforçando a suspeita de fraude e tentativa de obtenção de vantagem ilícita. Em interrogatório, o investigado admitiu a cobrança e o envio das mensagens, alegando se tratar de “serviço particular”, prática proibida no exercício da função pública. Com a conclusão do inquérito, o relatório foi encaminhado ao Judiciário e à Corregedoria para abertura de processo administrativo disciplinar. Se condenado, o servidor poderá responder conforme os artigos 317 e 147 do Código Penal, em um caso que, segundo a autoridade policial, agrava-se por envolver abuso de função e uma vítima idosa.




