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terça-feira, janeiro 20, 2026
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Projeto com pesca artesanal passa por Araguatins, Xambioá e Esperantina

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Uma equipe do Propesca, projeto de pesquisa participativa com pescadores artesanais coordenado pela Embrapa e por parceiros na região amazônica, percorreu na última semana três municípios do Bico do Papagaio: Araguatins, Xambioá e Esperantina, apresentando seus primeiros dados consolidados. Os pescadores tiveram acesso à produção de cada comunidade, às espécies mais capturadas, à renda gerada com as pescarias monitoradas, entre outros dados.

“Essa produção, sendo mostrada, é muito importante pra provar que nossos pescadores não são só pescadores de protocolo e sim pescadores, trabalhadores pra sobrevivência”, diz Maria Alzenira Alves Pereira, presidente da Colônia de Pescadores de Esperantina.

Já Basílio Cortês Lima, pescador em Araguatins, entende que existe certa imagem negativa do pescador enquanto profissional. Mas essa é uma situação que pode ser mudada: “a Embrapa, com seu projeto, está ajudando porque já está mostrando os nossos dados que a gente está produzindo, pra gente poder ser reconhecido na frente”.

As reuniões devolutivas mostraram dados do primeiro ano do Propesca. Em 2020, será realizado novo monitoramento da produção. Em síntese, monitores pesqueiros acompanham o desembarque dos pescadores e anotam vários dados. O objetivo é conhecer, mais de perto e com dados mais reais, a produção das comunidades acompanhadas. Os dados e as informações mais próximos da realidade poderão subsidiar a elaboração e a execução de políticas públicas voltadas à pesca artesanal.

O primeiro ano de monitoramento foi positivo, mas ao mesmo tempo apresentou desafios. De acordo com Adriano Prysthon, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura e líder do projeto, “a avaliação é muito positiva. A gente conseguiu monitorar cerca de 1600 desembarques pesqueiros e tem percebido uma participação interessante. No entanto, isso também implica em alguns desafios; o principal deles é a adesão”.

O pesquisador segue explicando: “ainda existe um pouco de preconceito quanto ao projeto e essas devolutivas serviram também não só pra gente apresentar tudo o que foi feito no ano passado, como para estimular novas adesões. Pra que os pescadores possam participar mais; possam também contaminar os outros colegas positivamente no sentido de participarem neste ano de forma mais efetiva”.

O Propesca desenvolve ações em três estados da Amazônia Legal: Tocantins; Pará; e Roraima. Em cada um deles, há uma pessoa coordenando a equipe de trabalho. No Tocantins, quem faz esse papel é Onivaldo Rocha, da Cooperativa de Trabalho, Prestação de Serviços, Assistência Técnica e Extensão Rural (Coopter). Ele tem visão parecida com a de Adriano a respeito de como aconteceu o monitoramento no estado.

“Nas cinco comunidades tocantinenses, a gente percebeu infelizmente uma baixa adesão nesse ano de 2019. Porém, com a devolutiva, os dados conseguiram sensibilizar os pescadores e percebemos uma revolução, um certo aumento no interesse e apropriação do projeto por parte dos pescadores. A gente está acreditando que, já no mês de março, haverá uma quantidade de pescadores monitorados superior a todo o ano de 2019. Essa é a nossa expectativa”, relata.

A agenda da equipe do Propesca foi intensa. Na segunda-feira, 2 de março, a reunião devolutiva aconteceu à noite em Araguatins. No dia seguinte, pela manhã, foi a vez de Esperantina. Na quarta, dia 4 de março, foi Xambioá. (Com informações Ascom Embrapa)

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