
O prefeito de Augustinópolis, Júlio Oliveira (Republicanos), conseguiu nesta quinta, 19, uma Liminar, junto a Justiça, para suspender qualquer medida da Câmara Municipal, com vistas a seu afastamento do cargo.
A intenção do gestor é se resguardar de qualquer ação parlamentar que pode lhe afastar provisoriamente do cargo, mediante a série de denúncias de corrupção envolvendo seu governo, feitas por meio de investigação do Ministério Público e Polícia Civil, que apontam a existência de um esquema de propina parlamentar, com intenção de aprovar projetos de interesse da Prefeitura, bem como por meio da Comissão Processante que apura denúncias apresentadas pelo eleitor Claudionor Pereira de Sousa.
Júlio teme ser novamente conduzido a condição de réu pelos suplentes que hoje ocupam a titularidade na Câmara.
A Justiça entende que que um afastamento repentino de Júlio do cargo de prefeito, nesse momento, seria ilegal e feriria direitos constitucionais. A decisão liminar do juiz, Jefferson David Asevedo Ramos, deixa bem claro, que a medida não busca obstaculizar, em hipótese alguma, a apuração de qualquer irregularidade cometida pela gestão Júlio Oliveira, mas apenas impedir que os vereadores afastem o prefeito de forma que contrarie as leis e afronte o direito.




