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sábado, janeiro 17, 2026
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REDENÇÃO: Homem é preso acusado de tentar vender suposta Liminar Judicial

PARÁ

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (16), a “Operação Falso Prestígio”, na cidade de Redenção, sudeste paraense, para dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva de Gilson Rodrigues da Silva, acusado do crime previsto no artigo 357, do Código Penal, por crime de “exploração de prestígio”, que se caracteriza em solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de Justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha. A pena prevista é de reclusão de um a cinco anos, e multa.

A investigação coordenada pelo superintendente regional da Polícia Civil, delegado Luiz Antônio Ferreira, teve início após a notícia de que o nome de um assessor de um dos juízes da Comarca de Redenção estaria sendo usado por Gilson Rodrigues, para vender “facilidades” na obtenção de uma liminar judicial. “O Tribunal de Justiça deu total e irrestrito apoio à investigação, inclusive, colaborando com as apurações”, explica o delegado Luiz Antonio. Segundo ele, foi instaurado um inquérito para apurar o caso.

Durante as investigações, a equipe de policiais civis descobriu que uma jovem recém formada em Direito, de nome Lorielli Arrais, estaria intermediando o ajuizamento de uma ação judicial em favor da parte identificada como Brenda, a qual seria responsável em mover a ação judicial contra uma faculdade local para discutir um suposto direito de aprovação em vestibular e matrícula em curso de Medicina na cidade. “Gilson e Lorielli seriam acadêmicos do curso de Direito e colegas de faculdade”, explica Ferreira.

Para tanto, Lorielli estaria se valendo de um intermédio de Gilson, o qual teria lhe prometido a certeza no ganho da causa e concessão de Liminar Judicial, mediante intermédio do assessor judicial da Vara, para onde teria sido distribuída a ação. Gilson teria cobrado de Lorielli o pagamento total de cerca de R$ 1.000,00, valor necessário para as custas processuais e para o suposto suborno do servidor judicial. A investigação comprovou o efetivo pagamento de dois depósitos referentes à negociata oriundos de pessoas ligadas à Brenda, por intermédio de Lorielli, e em favor de contas bancárias informadas e usadas por Gilson.

Conforme o delegado, após o aprofundamento das investigações, houve a representação pela prisão preventiva de Gilson, a qual foi deferida e cumprida pela equipe da Polícia Civil, nesta quinta-feira (16). Gilson Rodrigues foi localizado e preso, em via pública, na cidade de Redenção. Interrogado, na presença de seu advogado, ele confessou o crime. O acusado alegou que teria praticado o crime por estar enfrentando dificuldades pessoais.

Em seu depoimento, Lorielli também admitiu ter feito o pagamento das quantias. A investigação apurou que o servidor da Justiça não possuía qualquer envolvimento com o caso e que seu nome estava sendo “usado” e “vendido” por Gilson, sem seu conhecimento. O delegado salienta que o caso, embora envolva o nome de servidores da Justiça, não demonstra qualquer comprometimento à lisura da prestação jurisdicional na Comarca. “Ao contrário, o aprofundamento da investigação apontou a prática criminosa, até então, como um ato isolado de Gilson, o qual não possui nenhuma relação com o Fórum local”, esclarece.

As investigações prosseguem. Qualquer informação que ajude na apuração do crime deve ser apresentada à Polícia Civil via denúncia anônima, pelo fone 181 (Disque Denúncia). “A Polícia Civil, em harmonia com o Poder Judiciário, seguirá vigilante no combate à criminalidade e às práticas nefastas que põem em cheque à credibilidade e lisura das Instituições e Poderes da República”, finaliza o delegado.

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