
Em 2017, Aline Borges da Silva voltou a morar com a família em Araguatins (TO). No mesmo ano, a designer de sobrancelha, de 32 anos, pegou malária e precisou de seis meses para finalizar o tratamento e se curar da doença. O caso de Aline, infelizmente, é apenas mais um que ilustra a situação da doença no município.
Segundo a Secretaria de Vigilância Epidemiológica de Tocantins, em 2018, o município de Araguatins registrou cinco casos de malária, os únicos registros em todo o estado. Os números, mesmo que baixos, apontam que os moradores precisam ter atenção com a doença.
Aline, por exemplo, se tratou justamente no ano que em a cidade registrou um surto de malária, que afetou 37 pessoas em 2017. Em meio ao surto, Aline conta que o trabalho dos agentes de endemia foram fundamentais para que ela levasse adiante o tratamento. Para ela, o cuidado prestado pelos servidores fez toda a diferença na luta pela cura.
“O que me deixou mais segura foi o cuidado deles conosco. O agente ia todos os dias na minha casa, no mesmo horário de eu tomar o remédio. Ele mesmo fazia a medicação. Na última recaída que eu tive, o agente de endemia ia na minha casa para eu tomar a medicação”, conta.
No último dia 25 de março, no Dia Mundial de Luta Contra a Malária, a Secretaria Municipal de Saúde comemorou o fim dos registros de casos autóctones, quando a transmissão ocorre no próprio município. Acontece que, apesar disso, Araguatins já registrou dois casos de malária importados, quando uma pessoa vem de fora com a doença. Por isso mesmo, Denize Khirlley, que é enfermeira da Secretaria de Vigilância Epidemiológica de Tocantins, lembra que as ações de combate à doença precisam ser constantes nessa região.
“Isso se deve a ações continuadas realizadas entre o estado e municípios. Nossos casos são de viajantes, pessoas que muitas vezes têm chácaras no Pará, tem parentes aqui. São trabalhadores de empresas que vão para o Pará trabalhar em garimpo, e acabam retornando à casa de algum familiar para fazer o tratamento. O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno são as principais medidas de prevenção para essa doença”, ressalta.
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, mas não é contagiosa. Pegue o exemplo de Aline e os conselhos da enfermeira Denize para se prevenir contra a doença. Caso você sinta febres altas, calafrios, sudorese, tremores e dores de cabeça, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico precoce e o tratamento oferecido são fundamentais para a cura desta doença que pode matar. Para mais informações, acesse saude.gov.br/malaria. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil. (Agência do Rádio)




