Esse início de 2019 deverá seguir no mesmo sentido do fim de 2018. Um acirramento entre a relação do Poder Legislativo com o Executivo.
Com a chegada do vereador Darlan Pernambuco (PR), a presidência da Casa, e o fortalecimento do grupo que agora se chama informalmente de “Centrão”, o prefeito Cláudio Santana (MDB) deve ter resistências para aprovar projeto de interesse do seu governo.
O Centrão é formado pelos vereadores Miguel do Cajueiro (MDB), Sérgio Gomes (SD), Darlan Pernambuco (PR), Manoel da Colônia (PRB) e Gilvan Neri (PSB). O Palácio Araguaia hoje contaria de forma oficial, com Jairo Ribeiro (PTB), Irmão Azevedo (PSC), Djacy Pereira (PP), Leocy Mota (MDB) e Messias Filho (MDB). Ian Cavalcante (PPS) tem se mantido independente com relação aos dois grupos.
Em votação simples, Cláudio ainda mantém tranquilidade para aprovar propostas, pois, apesar do Centrão ter 5 votos, um deles, no caso o presidente Darlan Pernambuco, só entraria em questões de desempate, daí a atuação de Ian Cavalcante passa a ser decisiva, pois se cada parlamentar seguir a orientação da liderança de bancadas, o voto de Ian define o destino do projeto, levando em conta o tipo de proposição.
Projeto de lei por exemplo, precisam de maioria simples, ou seja, votos favoráveis da maioria dos presentes. Em casos como esse, os 4 votos do Centrão, somados ao de Ian chegam a 5, portando empatados com a base santanista, levando a decisão para o presidente Darlan, que é membro do Centrão. A neutralidade de Ian ou posição conjunta a base palaciana, aprovaria com facilidade as propostas do Palácio Araguaia.
Propostas de emenda à Lei Orgânica e Projeto de Lei Complementar vão exigir de Cláudio mais votos para aprovação, obrigando o gestor a dialogar com o Centrão.




