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segunda-feira, janeiro 26, 2026
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Justiça manda para cadeia empresário acusado de mandar matar concorrente no TO

CRIME

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A Justiça decidiu que o empresário Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, conhecido como Duda Pereira, deve ficar preso em uma cela separada na Casa de Prisão Provisória de Porto Nacional, na região central do Tocantins. O local é reservado para presos que têm nível superior, problemas de saúde ou que estão presos por atrasos no pagamento de pensão alimentícia. Duda Pereira é formado em administração.

A cela em que ele vai ficar preso tem 12 metros quadrados. O empresário vai dividir o espaço com outros dez detentos.

A decisão vai contra o pedido da defesa do empresário, que queria uma cela especial para ele no quartel do Comando Geral da Polícia Militar em Palmas. Durante a audiência os advogados pediram que ele respondesse em liberdade ou que fosse mandado para a prisão domiciliar. Os dois pedidos foram negados. A possibilidade de transferência para Palmas ainda vai ser analisada.

A medida foi determinada pelo juiz no começo da tarde desta segunda-feira (7), após Duda Pereira se apresentar na Delegacia de Homicídios de Palmas no final da manhã. O empresário, dono de uma rede de postos de combustíveis, ficou quatro meses foragido. Ele é suspeito de mandar matar um concorrente em Porto Nacional e de formar cartel com outros empresários de Palmas para controlar os preços dos combustíveis na capital.

Ele falou com os jornalistas na chegada à delegacia. “Eu estou me entregando porque eu acredito na Justiça e acredito que eu vou poder esclarecer todos os fatos da injustiça que estão cometendo comigo. O que eu posso afirmar a vocês é que eu sou inocente e eu vou poder provar isso na Justiça a partir de agora”, disse o empresário.

Quando foi perguntado sobre a suposta ido ao exterior, apontada pelo Ministério Público Estadual, Duda negou a viagem. “De forma alguma. Eu entreguei meu passaporte, desde o primeiro momento que eu fui denunciado eu me dispus a entregar o meu passaporte. Em momento algum eu saí do país”.

O crime

O empresário é suspeito de mandar matar Wenceslau Leobas, que era dono de postos de combustíveis em Porto Nacional. Ele morreu aos 77 anos, no dia 14 de fevereiro após ficar 17 dias internado. Ele foi baleado em Porto Nacional no dia 28 de janeiro, no momento em que saía de casa para trabalhar. No mesmo dia da tentativa de homicídio, dois suspeitos foram presos. A polícia disse que um deles chegou a confessar a participação no crime.

Os dois acusados de executar o crime Alan Sales Borges e José Marcos de Lima iriam a júri popular, mas José Marcos foi encontrado morto dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP) na manhã do dia 3 de março deste ano.

No mês de junho do ano passado, o juiz aceitou a denúncia contra Duda. Ele é acusado de ser o mandante do crime. Segundo o promotor Abel, o processo contra o Duda corre separadamente. A audiência de julgamento dele já estava marcada para o mês de maio. Na época, Duda disse que estava sendo acusado injustamente.

Cartel

O ex-presidente do sindicato dos postos Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, o Duda, e o empresário Benedito Neto Faria foram denunciados por supostamente estabelecer um cartel na venda de combustíveis em Palmas. Conforme investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o alinhamento de preços foi verificado entre 2009 e 2011 e continuou entre 2014 e 2015.

A denúncia foi aceita pela Justiça nesta quinta-feira (3). Segundo foi apurado, Eduardo Augusto, impôs “não só aos seus associados, mas também a todo e qualquer proprietário de posto de combustíveis, alinhamento dos preços em Palmas. Para tanto, contou com a indispensável colaboração do também denunciado Benedito Neto de Faria.” (G1)

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