Após três dias acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Marabá, sudeste do estado, os cerca de 300 ocupantes, membros do Frente Nacional de Luta (FNL), desmontaram acampamento e desocuparam a sede do órgão na tarde desta quarta-feira (02).
Segundo o integrante do movimento, Raimundo Santos de Sousa, o movimento aceitou a negociação das pautas que ocorrem em Brasília. “Chegamos num bom senso para desocuparmos e já está um pouco resolvido o que queremos. Vamos esperar para que daqui em diante não precise mais fazer isso”, afirmou Raimundo.
O movimento ocupava o prédio desde a manhã da última segunda-feira (31). Nesta terça-feira (1º) mais famílias se uniram aos manifestantes e de acordo com a coordenação da FNL cerca de 300 pessoas estiveram acampadas no local.
Entre as pautas reivindicadas o movimento solicitava a vistoria das áreas ameaçadas e melhoria na estrutura dos Projetos de Assentamento (PA). “É onde o risco é maior, acontecem assassinatos e sofremos ameaças. É muito perigoso”, acrescentou. Além disso, os ocupantes também buscavam negociação com a mineradora Vale para áreas de terra que são de sua propriedade e onde a empresa atua.
O superintendente do Incra em Marabá, Asdrúbal Bentes já havia solicitado uma reintegração de posse através da procuradoria e aguardava a decisão da justiça na ação de reintegração de posse. Outra liminar também em vigor contra a Frente Nacional de Luta, FNL, por conta de outras ocupações já realizadas pela entidade social em Marabá. (Jéssika Ribeiro/DOL)




