Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img
sábado, janeiro 17, 2026
Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img
Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img

TOCANTINÓPOLIS: Município comemora 159 anos de emancipação

CIDADE

Noticias Relacionadas

Tocantinópolis está completando 159 anos de emancipação política nesta sexta-feira (28). A cidade fica no Bico do Papagaio, construiu na fé e nas águas do Tocantins uma história cheia de personagens especiais.

É fácil entender o que encantou os bandeirantes. A terra fértil e a paisagem ajudaram na escolha do nome desta terra do então norte goiano. Segundo a história teria sido na rua conhecida como rola pilão, que os bandeirantes cipriano teriam chegado em Tocantinópolis e fundaram a cidade que primeiro foi chamada de Boa Vista do Tocantins.

A história que teve início há quase 200 anos teve um padre a frente para defender o território que depois se tornou Tocantinópolis. Os pulsos firmes de João de Sousa Lima, o padre João, fizeram de ‘Boa Vista’ o centro político, religioso e cultural da região.

“Eu acho que o padre João planta uma semente que germinou. É a história de uma igreja que não é uma igreja de adoração, devoção. É uma igreja de luta, é uma igreja de engajamento. Então nós temos a figura do padre João que era o religioso, mas ao mesmo tempo um guerrilheiro. Um apaixonado por aquilo que ele acreditava e pela defesa do povo e nós vamos ter isso replicado cem anos depois no padre Josimo, que é filho dessa região”, defende a professora France Lopes.

Padre João era polêmico. Amado por uns e odiado por outros. São 159 anos desde a emancipação da cidade. Uma era marcada pela religiosidade, que fez da igreja uma espécie de fortaleza.

“A igreja essa é antiga. Foi na época do ‘vei’ padre João [sic]. O padre João foi quem me batizou e eu vi quando teve o acidente com ele que caiu do burro e aí quebrou o pescoço. Isso foi a maior tristeza”, conta o aposentado Raimundo Soares de Sousa.

Mesmo após a morte, a ligação do padre João com a igreja permanece. O corpo do líder religioso foi enterrado na matriz e a influência ultrapassou os limites territoriais. Ele ganhou da igreja, o título de cônego João Lima e foi eternizado no principal centro comercial da região norte, em Araguaína. Uma avenida que leva o nome dele até hoje.

Ainda no viés religioso, Nossa Senhora da Consolação foi escolhida como padroeira desde o tempo de Boa Vista. O festejo durava 15 dias.

“Antigamente aqui no largo da igreja haviam muitas barraquinhas, imperava muita bebida alcoólica. TInham coisas desagradáveis que aconteciam. Então, os bispos foram tomando consciência de que a igreja estava na hora de mudar. Um dos grandes bispos que mudou isso foi Dom Miguel”, diz o pároco Miguel Duarte Gois.

No último dia de festa, barqueiros se reuniam para uma celebração onde hoje é a Praia da Santa e na terra de Nossa Senhora da Consolação. Foi nossa senhora dos navegantes quem ficou famosa e deu o nome a principal praia da cidade.

“Vamos dizer que seja uma cidade abençoada por Nossa Senhora. Seja ela Navegante ou da Consolação ou da Santíssima Trindade, é uma cidade abençoada”, diz a professora France Lopes.

Uma beira rio bem diferente do que se via no passado. Um rio Tocantins que não respeitava os limites, que um dia já ligou Porto Nacional a Belém. Águas que foram a via de escoamento de mercadorias. Durante muito tempo, essa foi a porta de entrada de Tocantinópolis.

“De Porto Nacional até Belém nossa estrada era essa. Só vai ter Belém-Brasília 70 anos depois. Aí mudou”, afirma o autônomo José Pereira da Silva.

Foi também pelas águas que a aposentada Tereza Sousa chegou. “Mudou muito, muito mesmo. Não tinha energia, não tinha água encanada, não tinha calçamento nas ruas. Tinha não. Os que era pobre, era pobre mesmo. Você via um rádio na casa de um rico. Quem tinha geladeira também era rico.” (G1)

- Advertisement -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Advertisement -

Ultimas noticias