As discussões em torno da proposta para o reajuste anual de compensação das perdas inflacionárias (data-base) 2017 do Executivo Estadual iniciadas ontem pelo Grupo Gestor do governo devem ser concluídas somente hoje.
A expectativa, segundo informou a Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), é de que ainda hoje seja apresentado um posicionamento ao governador Marcelo Miranda pelo Grupo Gestor sobre os impactos financeiros da data-base 2017. A reunião não tem horário confirmado. O encontro de ontem foi agendada para analisar uma resposta a demanda apresentada por um grupo de representantes de categorias sindicais que cobra do governo a aplicação do reajuste anual ainda em 2017.
O grupo que representa 11 sindicatos de categorias civis de vários quadros protocolou na última sexta-feira ofício cobrando o pagamento integral e imediato do percentual inicialmente proposto de 3,98%. Este percentual foi calculado com base no índice nacional de preços ao consumidor (INPC) dos últimos 12 meses.
O documento é uma resposta a ofício entregue no último dia 13 aos sindicatos em que a Secretaria de Estado da Administração (Secad) alegaria que o Estado não tem condições financeiras para pagar a data-base ainda este ano e que estaria estudando o implemento integral da revisão para janeiro de 2018.
Nova cobrança
Ontem a Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Tocantins, ligada a seis sindicatos civis e duas associações militares, manifestou discordar do percentual e reivindica a incorporação de 6,5% às remunerações dos servidores do Executivo, tal qual foi autorizado na semana passada a tabelas remuneratórias de órgãos como Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado, Defensoria Pública do Estado e Assembleia Legislativa. “Isso vai criar dois níveis de salário, pode criar um desequilíbrio nas tabelas. A gente não aceita essa situação. Estamos
abertos a negociação”, disse o Carlos Augusto Melo de Oliveira, presidente da Fesserto.
Grupo Gestor
Fazem parte do Grupo Gestor representantes das Secretarias Estaduais da Administração (Secad), Planejamento e Orçamento(Seplan), Fazenda (Sefaz) e Procuradoria Geral do Estado (PGE).
O ofício entregue ao governo também cobra passivos de progressões retroativas pendentes para várias categorias. (Jornal do Tocantins)




