
O Governo do Estado parece que tem o talento de brincar com a inteligência alheia. Na luta desvairada para tentar abrandar a impopularidade que bateu na casa dos 90% e se viabilizar na disputa pelo Senado Federal em 2018, o governador Marcelo Miranda (PMDB), que deixa faltar de dipirona à luva cirúrgica, passando pelos medicamentos contínuos dos pacientes com câncer, entre tantos outros fatos, alardeou nesta segunda-feira, 8, a entrega de parte da obra de ampliação do Hospital Geral de Palmas.
Seria até uma ação que a população poderia aplaudir, se não fosse os mais de 2 anos de atraso da entrega total da obra, e detalhe, nem total a obra foi entregue, mas apenas 43%. Nem a metade da empreitada foi feita. Mesmo assim, o governador reuniu toda a imprensa da capital, para mostrar o feito, “mau feito”.
A ordem de serviço da obra foi assinada em 23 de setembro de 2013, pelo governador Siqueira Campos, com previsão de entrega para 18 meses. Ou seja, a obra total era para estar pronta e atendendo a população em março 2015, com 100% concluída. De lá, para cá, são longos 25 meses de atraso e o governo ainda comemora a incapacidade de uma obra que passou por três governadores diferentes e sequer foi terminada.

Enquanto o governador, imprensa e comissionados, passeavam pela obra inacabada, pacientes do outro lado do hospital reclamavam da falta de remédios e insumos básicos.
Para o morado biquense ter uma ideia do que foi essa inauguração da ala do HGP, é o mesmo que se comparar com a reforma e ampliação do Hospital Regional de Augustinópolis, que começou do governo Siqueira, passou pelo de Sandoval e continua sem data para terminar no Governo Marcelo Miranda. Em Palmas, o caso é exatamente o mesmo.
Sem contar que nossa equipe além de ouvir vário e vários relatos de pacientes reclamando do HGP, os funcionários também não andam nada satisfeitos.
Enquanto isso, o Governo tenta usar a mídia, para mostrar que as coisas estão melhorando, com o único objetivo de mirar a eleição do ano que vem.




