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domingo, janeiro 18, 2026
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Halum, Carlesse e Ataídes representam “ameaça” ao favoritismo de Siqueira e Marcelo Miranda ao Senado

POLÍTICA

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Política sempre foi parecido com futebol, nem sempre o favorito vence. E na disputa pelas duas vagas de senador, que estarão em jogo em 2018, nomes como Siqueira Campos (Sem partido) e Marcelo Miranda (PMDB), sempre são os mais lembrados e apontados como preferenciais na disputa pelas vagas.

Só que nesse caminho, três nomes podem colocar em risco o entusiasmo de siqueiristas e mirandistas, que apesar de terem muitos adeptos, também possuem grande rejeição. Aliado a reprovação tanto de Siqueira, quanto de Marcelo, pode colocar na conta de ambos, os grandes rastros de corrupção que pairam sobre seus nomes. Povo que cobra lisura de político, não porque dar mandato a quem se atola na corrupção. Operações como a Rei do Gado, Ápia e Lava Jato, conduções coercitivas e diversos bloqueios de bens por conta da desvirtuação, colocam Siqueira e Marcelo da berlinda do juízo popular. As conjecturas de desvios de recursos públicos são milionárias, e, que, por mais que ainda estejam em fase de investigação, os dois governos, Siqueira (2011-2014) e Miranda (2015-2018), pela total letargia, leva qualquer cidadão, a antes mesmo dos julgamentos, acreditar que todos os fatos são verdadeiros.

De olho nas cadeiras no Senado Federal, Siqueira Campos por exemplo, já está em ritmo de pré-campanha. Mesmo sem estar filiado, situação que mantém como estratégia e assim se manterá até o último momento do prazo legal. O objetivo é escolher o partido que melhor se alinhe com o seu candidato a governador e que não lhe traga mais sujeira moral.

O escritório de Siqueira na quadra 204 Sul, em Palmas, está de portas abertas, principalmente de terça a quinta, no local acontece uma verdadeira romaria de políticos, com ou sem mandato. Fato que reforça ainda mais, sua condição de pré-candidato, pois todos sabem que o Siqueira sem mandato é um, o Siqueira investido no cargo público é outro. Quando o ex-governador está sem mandato, mas planejando disputar qualquer eleição, ele abre as portas do escritório, para quem quiser adentrar, sem nenhuma dificuldade impor. Já quando conquista o mandato, a situação se inverte e aja celeuma para conseguir alguns minutos com o velho caudilho.

Miranda por sua vez, vive um estado de dormência, que se não fosse sua situação judicial, certamente cumpriria o atual mandato, passaria a faixa e voltaria para Goiânia-GO, onde ele passa a maior parte do tempo. Mas os problemas com a Polícia Federal, STF, Lava Jato, Rei do Gado e Ápia, obrigam Marcelo Miranda a buscar mais um mandato, custe o preço que custar.

Sabendo que em condição alguma, venceria a disputa para governador, Marcelo vai escolher o caminho menos difícil, uma cadeira no Senado Federal e se esconder atrás dos privilégios que o senador tem, diferente do cidadão comum, sem mandato. Para isso, Miranda busca endividar ainda mais o estado com empréstimos, que estão prestes a serem votados na Assembleia Legislativa, e ultrapassam o R$ 1 bilhão, para buscar alavancar seu último ano de governo e se projetar com menos dificuldades na eleição de 2018.

O grande problema para Siqueira e Marcelo, é que a opinião popular segue implacável, e o fato de ambos estarem com seus nomes agarrados a tantos casos de corrupção evidente, três outros nomes surgem para perturbar a condição dos dois favoritos.

César Halum (PRB), Ataídes Oliveira (PSDB) e Mauro Carlesse (PHS), aceleraram as articulações nos bastidores e o mais importante de tudo, não foram flagrados ou estão, até aqui, envolvidos em nenhum ato de corrupção, escrachado pela mídia ou órgãos de investigação, fiscalização e controle.

Halum que já foi deputado estadual, presidente da AL e está em seu segundo mandato na Câmara Federal, desde que assumiu o comando estadual do PRB, redobrou seu trabalho de assistência aos municípios e articulação política. O resultado disso, foi o crescimento exponencial da legenda nas eleições de 2016.

Para se ter uma ideia do crescimento do PRB e de Halum, aqui no Bico do Papagaio por exemplo, a legenda quase assume o comando das três principais Prefeitura: Araguatins, Tocantinópolis e Augustinópolis. Esta última, a legenda conseguiu êxito com a vitória de Júlio Oliveira. Em Araguatins e Tocantinópolis, primeiro e segundo maiores colégios eleitorais da região, por muito pouco o PRB não venceu.

Nos outros municípios, Halum também mostrou desempenho considerável, elegendo diversos vereadores ou fazendo composições que lhe garantirão interessantes apoios para 2018.

Outro ponto que pesa bastante em favor de Halum, é o apoio do PP, comandado pelos deputados Lázaro Botelho e Valderez Castelo Branco.

Já Ataídes Oliveira, que herdou a cadeira de João Ribeiro (PR), falecido em 2013, vem se adaptando ao meio político, que é bem diferente de sua origem empresarial. Mesmo assim, o parlamentar também conseguiu mostrar crescimento do PSDB no âmbito estadual, e segundo uma forte, estaria com cerca de 20 prefeitos, prestes a ingressarem na legenda.

Ataídes tem feito uma atuação destacada no Senado Federal, e conseguiu rápido, ocupar posições de relevância. É fácil perceber a atuação eficiente do parlamentar, pelas constantes inserções e participações em matérias, entrevistas e depoimentos nos diferentes canais de comunicação do senado Federal e até na mídia nacional.

Carlesse por outro lado, conquistou a confiança de cerca de 18 deputados estaduais, que deixam claro a possibilidade de seguirem o presidente da AL, para qualquer embate que ele resolver pleitear. Sem contar que seu gabinete, virou uma verdadeira peregrinação de líderes do interior, querendo conhecer ou se achegar.

Halum, Ataídes e Carlesse, seguem até aqui, cada um o seu caminho e buscando fortalecimento, para se tornarem atraentes em qualquer chapa majoritária. Mas um ponto, os três possuem em comum. Nenhum até aqui, está envolvido em atos de corrupção, tão combatido pelo eleitorado e sempre cobrados dos políticos quando exercem mandatos.

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