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domingo, janeiro 18, 2026
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Políticos do TO receberam quase R$ 10 milhões em doações da Odebrecht. Sandoval lidera lista

LAVA JATO

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A Odebrecht teria repassado R$ 9,350 milhões a políticos tocantinenses que seriam destinados às campanhas de 2012 e 2014, sendo que o maior montante foi para o pleito de 2014: R$ 8,7 milhões. No total, é calculado que foram pagos R$ 10 bilhões em propinas e contribuições eleitorais no período de 2006 a 2014 no Brasil pela Odebrecht.

A forma de repasse do dinheiro ocorria da mesma maneira para todos: o executivo da empreiteira Mário Amaro (ex-diretor-presidente da Saneatins) informava o dia, hotel, horário e senha para a pessoa buscar o dinheiro em São Paulo. O maior recebedor no Estado teria sido o ex-governador Sandoval Cardoso (codinome Novo Canário), com R$ 4 milhões e que ainda teria sido autorizado mais R$ 8 milhões para pagar uma dívida sua da campanha com o marqueteiro Duda Mendonça, mas os delatores não deram certeza se a transação foi concluída, pois a operação Lava Jato poderia ter impedido o pagamento a Duda.

O Canário, codinome do deputado estadual Eduardo Siqueira (DEM), teria se encontrado com Amaro em janeiro de 2014 onde relatou os planos de ser candidato a governador do Estado, contando que seu pai iria renunciar para viabilizar o projeto. No encontro, Eduardo Siqueira teria pedido R$ 3 milhões, mas a empreiteira concordou em repassar R$ 2 milhões. Em 2012, Eduardo Siqueira articulou a contribuição de R$ 650 mil, que teria sido repassados aos candidatos a prefeito – Ronaldo Dimas (PR), Laurez Moreira (PSB), Eronides Teixeira (PSDB), Zeila Ribeiro e Marcelo Lelis (PV).

O Lenhador é o codinome do governador Marcelo Miranda (PMDB) que teria recebido a pedido do ex-deputado federal Eduardo Cunha R$ 1 milhão. Outro pedido de contribuição de Cunha foi de R$ 1,2 milhão ao ex-deputado federal e hoje secretário municipal de Governo de Palmas, Júnior Coimbra. O codinome de Coimbra era Acadêmico. A senadora Kátia Abreu (PMDB), que é alvo de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o seu marido, tinha como codinome Machado. Ela teria recebido R$ 500 mil. (Jornal do Tocantins)

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