
As investigações da Polícia Federal (PF) sobre o suposto abuso sexual cometido pelo ex-senador Manoel Alencar Neto, de 67 anos, mais conhecido como Nezinho Alencar, seguem até o próximo dia 7 . O ex-senador é acusado de abusar sexualmente de duas meninas, de seis e oito anos, que são filhas de funcionários da fazenda do político em Guaraí, 173 km de Palmas.
Segundo o delegado da Polícia Federal Helano Medeiros, responsável pelo caso, se ao longo dos dias que faltam para o fim da investigação for necessidade a prorrogação do prazo, eles buscarão junto à Justiça. “Se for aceita, ela pode ser prorrogada por mais 15 dias”, explica o delegado.
Ainda segundo Medeiros, até o momento não existe nenhuma novidade nas investigações, e ele aguarda a chegada de informações que solicitou. A investigação corre em sigilo por envolver crimes contra crianças.
Caso
Nezinho foi preso no último sábado, em Guaraí, durante a Operação Confiar da PF. Ele foi denunciado pela família das crianças. O pai delas, que não teve o nome divulgado, ao desconfiar do abuso, há aproximadamente três meses, gravou um vídeo para provar a ação e denunciou o ex-senador à PF.
A esposa do político, que também não teve o nome informado, foi detida por intimidar e subornar a família das vítimas, após descobrir a existência do vídeo que supostamente incriminaria o marido.
Política
Nezinho foi suplente no primeiro mandato do senador João Ribeiro, nos anos de 2003 a 2010. Assumiu o cargo entre maio e setembro de 2005. Também foi deputado estadual constituinte. (Jornal do Tocantins)




